Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras

Uma Ida ao Cinema: Radioativo

No dia 25 de setembro de 2020, as turmas E, F e M do 12º ano foram ao cinema ao Oeiras Parque assistir ao filme Radioativo, acompanhadas pelos  professores Cristina Pinho, Margarida Pires, Célia Eusébio, Luísa Carvalho, Ana Valério e Nuno Santos, pelo Diretor Domingos Santos, pela Subdiretora Hermínia Poejo e pela Presidente da Sociedade Portuguesa de Física, Professora Doutora Conceição Abreu Silva.

O trailer do filme pode ser acedido através do seguinte link Trailer do filme Radioativo.

A distribuição dos lugares foi feita consoante as novas regras de distanciamento e segurança social devido à Covid-19 e a utilização de máscara foi obrigatória durante toda a permanência no espaço. Não houve ajuntamentos no ponto de encontro e a entrada na sala de cinema foi feita à vez, em pequenos grupos de quatro alunos, e todos sentados com um lugar de intervalo. A saída, por sua vez, foi feita ordeiramente, fila por fila, de modo a não criar grandes aglomerados.

O filme Radiativo é da realização de Marjane Satrapi, e é uma adaptação da obra Radioactive: Marie & Pierre Curie, A Tale of Love and Fallout de Lauren Redniss, que explora a história da vida e do trabalho da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos elementos Polónio e Rádio. Marie Curie foi a primeira mulher a receber um prémio Nobel (Nobel da Física em 1903) e foi a primeira mulher admitida como professora na Universidade de Paris. A cientista voltou a ganhar um prémio Nobel em 1911, desta vez pela sua contribuição na área da Química.

É um filme interessante e bem construído, e não falha em representar o caráter e força desta cientista brilhante. Os vários momentos e fases da vida de Marie são sempre interligados de forma acessível, lógica e inteligente, e permitem uma fácil perceção do seu impacto nas várias descobertas que foram feitas. Destaca-se ainda a inclusão das cenas relacionadas com as explosões nucleares, em particular a secção de Chernobyl, que apesar de não estar diretamente relacionada com a descoberta da radioatividade, movimenta conceitos sobre a fissão nuclear, que não seriam acessíveis nos dias de hoje sem as descobertas de Marie Curie. Esta cena captou a nossa atenção por ser, na nossa opinião, um excelente exemplo de cinematografia. A combinação da banda sonora, do cenário e das expressões faciais dos atores permitem que diversas emoções sejam demonstradas sem qualquer necessidade de diálogo. Gostaríamos também de dar destaque à representação das dificuldades que Marie Curie encontrou no seu percurso no campo da Ciência, por ser uma mulher no século XIX, até conseguir o merecido reconhecimento e respeito pelo seu trabalho e contributo.

No final do filme, a Presidente da Sociedade Portuguesa de Física, Profª Conceição Abreu, fez uma pequena análise e crítica do mesmo, respondendo a algumas questões de caráter científico e esclarecendo sobre algumas das cenas visualizadas. Também falou brevemente sobre a sua experiência de trabalho no laboratório da neta da Marie Curie, a cientista Hélène Langevin-Joliot.

Redatores desta notícia: Bernardo Lança e Patrícia Galveias (alunos)

Algumas fotos da atividade

 

       

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